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Hospital América de Mauá realiza cirurgia cardíaca minimamente invasiva.

Procedimento é realizado através de incisão na parede lateral do tórax.

 

Adicionado em 01.12.2018 - Voltar para notícias

Nos últimos anos, as tecnologias e os tratamentos na área da medicina estão evoluindo aceleradamente. Procedimentos, técnicas e alternativas mais eficazes surgem a todo momento, com o propósito de assegurar mais qualidade de vida aos pacientes. A cirurgia cardíaca minimamente invasiva é um método que oferece a máxima preservação da anatomia, com a mínima agressão ao organismo. “A cirurgia cardíaca minimamente invasiva envolve duas situações, a primeira delas é a possibilidade da realização dos procedimentos cardíacos utilizando como via de acesso outras incisões que não a clássica abertura do osso esterno. E a segunda situação é a possibilidade de corrigir defeitos na superfície do coração, sem a utilização do chamado BYPASS cardiopulmonar, ou seja, a cirurgia é feita com o coração batendo. Essas duas situações em conjunto ou realizadas de forma separada caracterizam os procedimentos chamados de minimamente invasivos”, explica o Dr. João Roberto Breda, cirurgião cardiovascular, prestador de serviços no Hospital América de Mauá.


Com a realização da cirurgia minimamente invasiva, é possível tratar doenças cardíacas como: revascularização miocárdica, reparo ou substituição de válvulas cardíacas, correção de defeitos congênitos intracardíacos. “A cirurgia a ser realizada vai depender fundamentalmente do diagnóstico que está motivando a intervenção. Por exemplo, podemos realizar uma cirurgia de revascularização do miocárdio com uma incisão na parede lateral do tórax e manter o coração batendo durante todo o procedimento. Ou ainda, podemos reparar ou substituir uma válvula cardíaca com pequenas incisões na parede lateral do tórax e, apesar da necessidade do BYPASS cardiopulmonar nesta situação, o procedimento é de menor invasão por não envolver abertura do osso esterno”, esclarece o médico.


Os pacientes com indicação para tratamento cirúrgico geralmente recebem avaliação decisiva após a realização de um cateterismo cardíaco ou ecocardiograma. “A indicação precisa ser estudada individualmente, caso a caso, envolvendo fatores como o diagnóstico pré-operatório, as condições físicas e anatômicas do paciente e análise criteriosa de exames de imagem em preparação para o procedimento”, lembra o especialista.


Esta técnica, quando utilizada em cirurgia cardíaca, traz inúmeros benefícios ao paciente. “Os potenciais benefícios são: menor tempo de internação, menor risco de sangramento e de infecção, menor necessidade de transfusão sanguínea, menos dor pós-operatória, retorno precoce às atividades habituais e melhor resultado estético”, pontua o cirurgião.


No Hospital América, os pacientes encontram o serviço de hemodinâmica para realização de cateterismo cardíaco, arteriografia cerebral, de tronco ou de membros, seja para diagnóstico ou tratamento de doenças com a implantação de stents coronarianos, embolizações de tumores, bem como o tratamento de aneurismas.

A cirurgia cardíaca tradicional, com abertura de tórax por esternotomia, é empregada há décadas, porém, requer um tempo longo de internação. “Existem diferenças em relação à cirurgia tradicional e à minimamente invasiva. Por exemplo, o local e o tamanho das incisões, além do fato de não envolver abertura total do osso esterno. Muitos trabalhos têm evidenciado que este procedimento apresenta benefícios em termos de recuperação do paciente, que retornará mais precocemente às suas atividades”, finaliza.


Dados do especialista
Prof. Dr. João Roberto Breda | PROFESSOR ADJUNTO DE CIRURGIA CARDIOVASCULAR DA UNIFESP (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO) | RESPONSÁVEL PELO SERVIÇO DE CIRURGIA CARDIOVASCULAR DO HOSPITAL AMÉRICA | CRM 83668

Assessoria de imprensa

Carolina Serra

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